Aollado

Onde a vida
acontece

Uma saúde mental capaz de ir ao encontro do sujeito e de seu território. Não para substituir o consultório — para expandir as possibilidades de cuidado.

Os fundadores da Aollado diante do letreiro com a marca
Quem somos

Fundadores

Cofundadora e CEO

Dra. Lorene Machado

Médica

Responsável pela operação, pela rede de psicólogas e pelo funcionamento do serviço.

Fundador e Diretor Técnico-Científico

Dr. Túllio Bisão Fontana

Médico psiquiatra, CRM/BA 47.939 · RQE 27.176

Autor do protocolo clínico e da fundamentação científica.

Responsável Técnica

Psicóloga inscrita no CRP-06

Responde pela atividade psicológica, aprova o manual e a triagem. (Nome e CRP publicados após a designação.)

As cinco psicólogas do grupo fundador serão apresentadas na abertura das agendas.

Origem

A inquietação

Durante a residência médica em Psiquiatria, compreendemos algo que ultrapassa diagnósticos, sintomas e medicamentos: a dimensão psicossocial é parte indissociável da saúde mental.

A forma como uma pessoa vive, trabalha, se relaciona, circula pela cidade e ocupa o seu território participa tanto da construção do seu bem-estar quanto do seu sofrimento.

E isso nos levou a uma inquietação:

Se a vida acontece fora do consultório, por que o cuidado em saúde mental deveria permanecer centralizado dentro dele?

O que já existe

A distância

O consultório é fundamental. A telemedicina ampliou enormemente o acesso. Mas percebemos que, para muitas pessoas que vivem a intensidade da vida contemporânea — especialmente nos grandes centros urbanos — ainda existe uma distância entre o cuidado e a vida como ela realmente acontece.

Começamos, então, a imaginar uma saúde mental capaz de ir ao encontro do sujeito e de seu território.

Referência

Paulo Freire

Uma concepção influenciada por Paulo Freire, para quem autonomia e transformação estão profundamente relacionadas à realidade concreta das pessoas. O sujeito não existe separado de seu contexto: ele se constitui nas relações, na experiência e no mundo que habita.

Referência

Antonio Lancetti e a clínica peripatética

Essa visão também encontra uma referência contemporânea importante na saúde mental brasileira: o psiquiatra Antonio Lancetti e sua formulação da clínica peripatética.

Lancetti utilizou a ideia do peripatetismo — associada à tradição filosófica de Aristóteles e de sua escola, o Liceu — para pensar uma clínica que pudesse ultrapassar os espaços institucionais tradicionais. Uma clínica capaz de circular, acompanhar e produzir encontros no território, especialmente quando o enquadre convencional não é suficiente para alcançar a complexidade da vida do sujeito.

Na tradição aristotélica, o termo peripatético ficou associado ao caminhar e ao pensamento em movimento. Séculos depois, Lancetti recupera essa imagem para o campo da saúde mental: uma clínica que também pode acontecer em movimento e no território.

A pergunta

A provocação

Essa aproximação entre Freire, Aristóteles e Lancetti nos provocou uma pergunta:

E se o território também pudesse ser espaço de cuidado?

E se uma caminhada, um parque, o litoral ou os espaços cotidianos da cidade pudessem integrar novas formas de promoção e cuidado em saúde mental?

Foi a partir dessa provocação que começamos a construir um conceito que aproxima dimensões frequentemente tratadas de forma separada, mas que pertencem a uma mesma experiência humana:

Conexão humana

O encontro com o outro para além das quatro paredes.

Contato com a natureza

Parques, praias e áreas verde deixam de ser apenas cenário.

Cuidado em saúde mental

O enquadre clínico permanece, agora em movimento.

Atividade física leve

Caminhar enquanto conversamos. Estar em movimento enquanto elaboramos.

Reconhecimento

O que se trata — e do que não se trata

Caminhar enquanto conversamos. Estar em movimento enquanto elaboramos. Encontrar o outro para além das quatro paredes. Reconectar mente, corpo, ambiente e relações.

Não se trata simplesmente de retirar o atendimento do consultório.

Trata-se de reconhecer que o território também pode participar do cuidado.

Parques, praias, áreas verdes e espaços urbanos deixam de ser apenas cenários e passam a integrar uma experiência de saúde mental mais próxima da vida cotidiana.

Manifesto

Aollado nasce

Foi dessa visão que desenvolvemos a Aollado.

Não para substituir o consultório.

Não para substituir a psicoterapia.

Não para substituir a telemedicina.

Mas para expandir as possibilidades de cuidado em saúde mental.

A Aollado nasce nesse encontro entre pessoa, vínculo, movimento, natureza e território.

Porque acreditamos que o cuidado não precisa começar apenas quando alguém atravessa a porta de um consultório.

Ele pode acontecer onde a vida acontece.

Pode caminhar com você.

Pode estar Aollado.

Aollado — não substitui. Expande.

Candidatura

Candidate-se ao grupo fundador

Leremos cada candidatura individualmente. Nenhum campo deste formulário pede dado de saúde.

Este formulário não coleta nenhum dado de saúde. Não escreva sintomas, diagnósticos, medicamentos ou informações clínicas sobre você ou terceiros.

Estágio de evidência. A psicoterapia realizada em caminhada ao ar livre é uma modalidade de evidência emergente. A literatura disponível indica boa aceitabilidade e ausência de eventos adversos relatados, sem demonstração de superioridade de eficácia em relação ao atendimento em consultório. A Aollado não substitui psicoterapia de consultório, acompanhamento psiquiátrico ou tratamento farmacológico quando indicados.